Sala de imprensa
Um sol sustenido, do Noturno Póstumo de Frédéric Chopin, encerrou uma espera de mais de uma década.
Enfim, o tão aguardado piano Steinway Concert Grand, modelo D (cauda inteira), chegou da fábrica, em Nova Iorque, e já está em sua nova casa: o palco do Teatro Coliseu.
\\\\\\\\\\\\\\\"É uma delícia. Tenho vontade de levar para casa\\\\\\\\\\\\\\\", entusiasmou-se a pianista Dalva Mesquita, logo após apresentar o Noturno peça que fez parte de um pequeno concerto improvisado, para uma audiência que incluiu o prefeito João Paulo Tavares Papa, o secretário de Cultura, Carlos Pinto, e Aura Botto de Barros.
Aos 94 anos, dona Aura pode ser considerada a madrinha do instrumento. À frente do Centro de Expansão Cultural de Santos, há 11 anos ela lidera uma campanha pela sua aquisição. \\\\\\\\\\\\\\\"É uma coisa incrível ter finalmente o piano aqui. O Mário Covas disse uma vez que, se cada um desse uma tecla, seria mais fácil conseguir. Todos aqui conseguiram\\\\\\\\\\\\\\\".
O prefeito relembrou a batalha de dona Aura. \\\\\\\\\\\\\\\"Na primeira apresentação da Osesp, na praia, ela me fez um apelo, e me comprometi a encontrar meios de comprar o piano\\\\\\\\\\\\\\\".
O Steinway custou R$ 298 mil e foi conseguido por meio do Programa de Ação Cultural (Proac), da Secretaria de Estado da Cultura.
A verba foi captada junto às empresas CPFL, Comgás e Tecondi.
NELSON FREIRE
Terminada a novela da aquisição do piano, começa outra, que tem como tema o concerto de inauguração. O desejo de todos é que o pianista Nelson Freire toque na estreia. Alguns contatos já estão sendo feitos, mas o problema seria a agenda do concertista.
O secretário de Cultura, Carlos Pinto, garantiu o Steinway somente para ocasiões especiais. \\\\\\\\\\\\\\\"É um instrumento caríssimo. Temos que dosar. Mas há pianistas de MPB, como o maestro César Camargo Mariano, que podem muito bem usá-lo\\\\\\\\\\\\\\\".

